"Luxury is my business “







Wednesday, July 4, 2007

Milton Nascimento - Eu Sou Minas Gerais by Jade da Rocha



Milton Nascimento nasceu no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 1942; filho de Maria do Carmo Nascimento e adotado nos primeiros anos de vida pelo bancário Josino Brito e Lília Silva que foi uma das influências em sua carreira musical por ser professora de música. Residiu no Rio de Janeiro por quase dois anos e mudou-se com seus parentes adotivos para a cidade de Três Pontas ; Provincia de Minas Gerais . Aos dois anos de idade tocou no teclado de um piano pela primeira vez e aos quatro anos ganhou uma sanfoninha de dois baixos sendo este seu primeiro instrumento de música. Após a aquisição de seu violão; se deliciava entre notas musicais na cozinha de sua residência ao lado do fogão à lenha sendo um dos lugares prediletos de sua inspiração musical.
E foi na casa de Wagner Tiso que aprendeu noções de piano com a mãe de Wagner.
Desde então Milton Nascimento se agarrou à música e juntamente com seu amigo de infância Wagner Tiso começaram a tocar em bailes locais atuando como crooner aos 13 anos de idade. Aos 15 anos juntamente com o pianista Wagner Tiso lançaram o conjunto Luar da Prata, viajando pelo interior mineiro em uma combi velha e constantemente agarrados no barro das estradas que era uma constante nas estradinhas estreitas do interior de Minas Gerais.
Trabalhou como Disc-Jóquei na Rádio Clube de Três Pontas simplismente pelo prazer de tocar na rádio musicas de João Gilberto entre outros...e chegou a diretor da rádio e comenta “Nós ouviamos de tudo sem preconceito, inclusive música Latina e Espanhola , como um elo da atmosfera cultural de Minas Gerais”, e conseqëntemente como crooner do Conjunto W’s Boys do qual mudou o nome Milton para Wilton pelo fato de todos os componentes da banda começarem o nome com a letra “W”; Wagner (Tiso), Waltinho, Wilson e Wanderley.
Foi então que a curiosidade de um empresário de Três Pontas em fundar uma gravadora os levou à Belo Horizonte / MG para a gravação de um compacto com a inclusão de uma de suas músicas “Barulho de Trem” pela Dex Discos do Brasil.
Neste meio tempo Milton Nascimento concluiu o curso de contabilidade e em 1963 mudou-se para a capital mineira de Belo Horizonte para prestar o vestibular em Economia e começou a trabalhar em um escritório de contabilidade como datilógrafo e contador e durante a noite tocava contrabaixo nas boates de BH . Foi nesta época que conheceu parceiros musicais como Fernando Brant, Lô Borges e Marcio Borges do qual era integrante do Grupo Evolussamba . Mesmo com o escasso limite de tempo Milton Nascimento encontrou inspiração e passou a compôr com maior freqüencia . Foi quando compôs Gira Girou, Novena, Paz do amor que vem. Coragem e Crença em parceria com Marcio Borges em meados de 1964 explorando as raízes barroco mineira que ao longo dos anos foi adquirindo em contato direto com a terra e sua cultura entre igrejas de bronze, alamedas de pedra cortada onde a rotina do tempo movimenta com o sino das igrejas, começa a despontar um Milton Nascimento trasparente; um retrato limpo dos aprendizados desta vida. E foi exatamente este apego às suas raízes que o fez diferente dos demais cantores da época e Milton Nascimento enfatiza “ Quando começei a compor, falei para mim mesmo e para meus parceiros que, se não cantasse a verdade, a minha verdade, eu não cantaria. E isso me deu um crédito enorme. As pessoas que ouvem as minhas músicas sabem que estou falando o que sinto”
Em seguida começou a apresentar-se no Bar Berimbau e na tradicional TV ITACOLOMI o trio de jazz formado com Wagner Tiso em uma era onde o jazz/bossa nova fazia parte da identidade de uma juventude fomenta por cultura.
Foi integrante do Conjunto Evolussamba e do Quarteto Sambacana na liderança de Pacífico Mascarenhas , do qual , foi juntamente para o Rio de Janeiro em 1965 para gravar um LP pela Odeon com o Quarteto Sambacana.
Em 1965 Milton Nascimento colocou o pé na estrada para participar de vários festivais de MPB e conseguiu o quarto lugar interpretando Cidade Vazia de composição by Baden Power e arranjo by Lula Freire no FNMP realizado pela TV Excelsior no Estado de São Paulo que era o centro de concentração de cantores daquela época como Elis Regina, Gilberto Gil, Edu Lobo, Caetano Veloso entre outros...
No mesmo ano o grupo Tempo Trio gravou “E a gente sonhando” de Milton Nascimento e foi quando Elis Regina convida Milton Nascimento para uma audição e após cantar todo o seu repertório inseguro de seus atributos, Elis Regina se encanta pela música de Milton e o resultado foi a gravação da música Canção do Sal por Elis Regina em seu segundo album pela Philips em 1966.
Em uma época financeiramente difícil na carreira de Milton Nascimento e ao mesmo tempo em que as portas se abriam ele tornou-se amigo de Agostinho Santos que era já era consagrado internacionalmente com a música Manhã de Carnaval e com a intensão de gravar composicões de Milton no seu próximo album e sem a autorização de Milton Nascimento, Agostinho gravou um tape com as três músicas de Milton e inscreveu no II FIC – Festival Internacional da Canção realizado pela Globo no Rio de Janeiro com as músicas Travessia com letra de Fernando Brant do qual obteve o segundo lugar, a música Morro Velho alcançando o sétimo lugar e ficando entre as 15 finalistas com a música Maria, minha fé . E ainda recebeu o Prêmio de melhor intérprete.
Em meados de 1967 fez um show no Teatro Casa Grande com Danilo Caymmi, Novelli e Ronaldo Bastos e gravou um LP com arranjo de Luís Eça pela Codil .
No final de 1967 ainda participou do show Travessia no Rui Barbosa dirigido por Paulo Sérgio Vale e também participou do show Viola Enluarada no Teatro Toneleros no Rio de Janeiro.
E no ano de 1968, Milton Nascimento começa sua carreira no mercado internacional nos U.S.A para o lançamento do album “Courage” com arranjos by Eumir Deodato pela A&M Records do qual incluiu as músicas “Catavento e Travessia” com apresentações pelos U.S e México.
De volta à suas raízes no Brasil em 1969; lançou o LP Milton Nascimento pela Odeon, incluindo no repertório “Beco do Mota”, “Sentinela”e “Quatro Luas” , todas com Fernando Brant. Ainda nesse ano, fez a trilha sonora e participou como ator do filme Os Deuses e os Mortos, de Rui Guerra.
Compôs a Trilha Sonora do filme Tostão, a Fera do Ouro, incluindo a música “Aqui é o País do Futebol”com Fernando Brant e no mesmo ano o show Milton Nascimento e o Som Imaginário"; grupo de rock progressivo composto por Wagner Tiso, Robertinho Silva, Luís Alves e Zé Rodrix. no Teatro Opinião , Rio de Janeiro.
Em seguida gravou “Milton”(1970) incluindo as músicas Clube da Esquina (com Lô Borges e Márcio Borges); Para Lennon e McCartney (Fernando Brant ,Lô Borges eMárcio Borges ); Canto latino (com Rui Guerra) .
Participou do Festival Onda Nueva na Venezuela com Os Povos com Marcio Borges e em 1972 lançou Clube de Esquina um album duplo com Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso, Nivaldo Ornellas, Nelson Ângelo, Tavito entre outros, incluindo Cravo e canela com Ronaldo Bastos; San Vicente com Fernando Brant; Os povos e Lília com Fernando Brant; dedicada a sua mãe adotiva. Clube de Esquina é conseqüencia dos anos em que Milton e seus amigos se encontravam nos barzinhos de Belo Horizonte que até o dia de hoje tem ares de cidade do interior com a imposição da capital de Minas Gerais.
Em 1973 lançou "Milagre dos Peixes"ao vivo devido a repressão militar e realizou um show intitulado com o mesmo nome apresentado no Teatro Municipal de São Paulo e no Rio de Janeiro acompanhado pelo Som Imaginário e orquestra em 1974.
Na década de 70 decorrente à ditadura que avassalava por todo o país e vários exilios;
Milton também teve algumas de suas músicas sensuradas pelo Regime Militar tais como:
Escravo de Jó, Hoje é dia de el rei e Cadê.
No ano de 1975 lança nos U.S “Native Dancer”com o saxofonista Wayne Shorter (ex- Miles Davis) , Airto Moreira e Herbie Hancock entre outros.
E no Brasil "Minas"em 1975 e "Gerais"pela EMI em 1976;
E no ano de 1978 lança no Brasil “Clube de Esquina II” que é o seu último trabalho com a gravadora EMI e em 1979 lançou seu terceiro disco nos E.U.A.; a antologia “Journey to Dawn” pela A&M Records.
Em 1980 lançou “Sentinela” pela Polygram, , que trazia o sucesso “Canção da América” e a participação da Oficina Instrumental Uakti e do guitarrista Ricardo Silveira.
No ano de 1981, lançou o LP “Caçador de Mim”, com os sucessos “Nos bailes da vida” e “Caçador de mim”
E no mesmo ano , participou do filme Fitzcarraldo, de Werner Herzog.
Em 1982 gravou “Missa dos Quilombos” idealizado dos textos de Dom Pedro Casaldáliga; arcebispo de São Félix do Araguaia MT, e do poeta Pedro Tierra e “Anima”, lançando as músicas “Certas Canções” e “Essa Voz”.
Em 1983 o LP “Milton Nascimento” ao vivo, com a participação especial de Gal Costa. gravado no Anhembi de São Paulo.
No mesmo ano, participou no filme Buriti, de Carlos Alberto Prates Correia.
Em 1985 lançou o LP “Encontros e despedidas”, com a música “Noites do sertão”, composta para o filme homônimo de Carlos Alberto Prates Correia.
E no ano de 1986, lançou “A barca dos Amante”, gravado ao vivo com a participação de Wayne Shorter e seu último trabaIho pela Polygram.
Em 1986 recebeu o Prêmio Shell.
Em 1987, lançou o disco “Yauaretê” pela CBS
Em 1988 lançou o LP “Miltons”, com a música “Bola de Meia, Bola de Gude” (c/Fernando Brant). Em 1990 lançou o CD “Txai”, doando parte dos direitos autorais de vendagem do disco a entidades indígenas e alcançou primeiro lugar no “Billboard World Music List” com o respectivo album.
Em 1991 lança “O Planeta Blue na Estrada do Sol”.
E no ano de 1993, gravou o CD “Angelus” pela Warner, com a participação especial dos cantores Jon Anderson e James Taylor produzido por Russ Titelman.
Foi premiado pelas Nações Unidas com o “World Rain Forest”em maio de 1996 pelo seu envolvimento em atividades em prol da ecologia e respeito pela natureza, do qual considera um dos prêmios mais importantes e comenta “É um dos mais importantes por não ser um prêmio político”.
Recebeu o Título de “Cidadão Honorário de Minas Gerais” e também um dos títulos mais importantes do país “A Ordem do Rio Branco”.
E também o título "Chevalier des Arts et des Lettres" incluindo um lanche privado no “Elysée Palace”com o Presidente Francês François Mitterand.
No ano de 1996 , apresentou o show Amigo em Nova York , acompanhado por um coro de 30 crianças e pela Orquestra Filarmônica de Nova York ; em seguida, com o mesmo show, participou do Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, e do Festival de Tübingen, na Alemanha.
No final do ano 1996, apresentou o mesmo show no The Royal Albert Hall em Londres, acompanhado pela Royal Philharmonic Concert Orchestra com sucesso absoluto.

Milton Nascimento começa a ter complicações de saúde decorrente de anorexia nervosa e no ano de 1997 lança o LP “Nascimento” pela WEA com composições como “Rouxinou” e “Levantados do Chão”em parceria com Chico Buarque de Holanda
Apareceu por duas vezes consecutivas na Revista de jazz Down Beat recebendo o título de “Melhor Artista do Ano” na categoria de jazz.no ano de 1997.
Ainda no ano de 1997, a Polygram lançou caixa com dez CDs, remasterizados em Londres nos estúdios Abbey Road.
No final do ano de 1997, colocou o pé na estrada e levou o show “Tambores de Minas” aos quatro cantos do país um encontro dos mestres Milton Nascimento e do Diretor de Teatro Gabriel Villela e as músicas “Louva a Deus”e “Teatro do Mundo”viraram clássicos assim como “Canção da América”e “Caçador de Mim”proclamado pela crítica brasileira como o melhor espetáculo e show do ano e um dos melhores da sua carreira. O show composto de 9 dançarinos, acrobatas e a banda de cantores e compositores gravaram o show “Tambores de Minas” ao vivo no Rio de Janeiro, realizando 80 shows pelo país e atingindo um público de mais de 200.000 pessoas.
E gravou um documentário sobre sua vida e obra, dirigido por Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor, com a participação de Alcione, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Wagner Tiso, entre outros.
Em 1997 Milton Nascimento teve participação especial em Rhythm Of The Saints, que com sua voz melancolica encantou Paul Simon e o resto do planeta.
Recebeu o Grammy em 1998 na categoria de musica internacional com o album "Nascimento".
Ocorreu também o lançamento do livro Os sonhos não envelhecem - Histórias do Clube da Esquina, de Márcio Borges.
Milton Nascimento participou de filmes como ator e compositor tais como "Os Deuses e os Mortos" de Ruy Guerra; "Noites do Sertão" de Carlos Alberto Prates; "A Terceira Margem do Rio" de Nelson Pereira dos Santos; "Veja Esta Canção" de Carlos Diegues; e "O Viajante" de Paulo Cezar Saraceni. Compôs para "Poema Sujo" de Ferreira Gullar e para o balé musical do Grupo O Corpo com "Maria, Maria" e"Último Trem" para o Grupo Stagium "Missa dos Quilombos" do qual receberam atentado de bomba pelo sentimento anti-racista. E para a Parsons Dance Company "Nascimento".
Em 1999 lançou o album "Crooner", um tributo ao passado interpretando “Only you”; “Frenesi”, música de Samuel Rosa, Lulu Santos, Nando Reis, Dolores Duran e do grupo Tamba Trio com uma aceitação admirável com mais de 300.000 cópias vendidas a WEA lança uma edição especial de Platina e no ano 2000 recebeu o Latin Grammy de Melhor Album Pop do Ano.
Após o sucesso de “Crooner”, Milton Nascimento embarca juntamente com Gilberto Gil em “Gil e Milton” incluindo sons de Ari Barrroso, Dorival Cayme, Luis Gonzaga, George Harrison e Fito Paez resultando uma tournê pela Europa, America Latina e obviamente Brasil.
Em 2002 Milton Nascimento lançou seu próprio sêlo”Nascimento” distribuido pela WEA. Em dezembro do mesmo ano lançou o album “Pietá” consagrado pelo público como um dos melhores trabalhos dos últimos anos e recebendo o prêmio de “Melhor Album de Música Brasileira de 2003”. “Pietá é um tributo à sua mãe adotiva Lília Silva com as canções "Feminina Voz Do Cantor," "Casa Alberta," "Beleza E Canao," "Tristesse," "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor," "Imagem E Semelhanca," "Lagrima E O Rio," "Voa Bicho," "Outro Lugar," "As Vezes Deus Exagera," "Cantaloupe Island," "Pieta," "Beirra-Mar Novo," "Os Meninos De Aracuai," "Boa Noite" and "Vozes Do Vento."
Entre seus grandes sucessos ; "Nos Bailes da Vida"; "San Vicente", "Bola de Meia Bola de Gude" (escrita com Fernando Brant); "Paula e Bebeto" (escrita com Caetano Veloso),
"Canção da América" (escrita com Fernando Brant), "Coração de Estudante" (escrita com Wagner Tiso), "Fé Cega, Faca Amolada" ( Escrita com Ronaldo Bastos), "Maria Maria" (escrita com Fernando Brant), "O Cio da Terra" (escrita com Chico Buarque), "Cais" (escrita com R. Bastos), "Encontros e Despedidas" (escrita com F. Brant), "Calix Bento" (Tavinho Moura), "Nada Será como Antes" (escrita com R. Bastos), "Fazenda" (escrita com Nelson Ângelo) and "Cravo e Canela" (escrita com R. Bastos). "Sentinela" (escrita com F. Brant), "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo" (L. Borges/ M. Borges), "Milagre dos Peixes" (escrita com F. Brant), "Ponta de Areia" (escrita com F. Brant), "Beijo Partido" (escrita com Toninho Horta), "Guardanapos de Papel” "Tudo Que Você Podia Ser" (Lô Borges/ Márcio Borges),
Teve participações especiais com músicos como Peter Gabriel, James Taylor, Paul Simon, Jon Anderson (Yes), Sting , Sarah Vaughn, Warren Cuccurulo (Duran Duran) entre vários outros.

Milton Nascimento é abençoado com uma voz estraordinariamente harmoniosa e serena e ao mesmo tempo soa como um grito de liberdade e dor ardente que ultrapassa todas as barreiras e limites impostos pelo capitalismo; sua música retrata a história de Minas Gerais; é como se você estivesse voltando para casa e revivendo momentos inocentes e captando cada detalhe do que restou de um Brasil Imperialista. Ele consegüe unir o passado e o presente atravez da melancolia de sua voz.

- Jade Da Rocha 


Nos Bailes da Vida
(M. Nascimento - Fernando Brant, 1981)
Foi nos bailes da vida
Ou num bar em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não se importando se quem pagou quis ouvir
Foi assim
Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe, tudo tão bom
'Té a estrada de terra na boléia de caminhão
Era assim
Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se foi assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso de viver


Thursday, June 28, 2007

Ed Motta






Ed Motta nasceu na Tijuca-Rio de Janeiro em 17 de agosto de 1971.
E desde criança ja mostrava interesse por música e como disse sua mãe Luzia; um dos favoritos hits era "You Are The Sunshine Of My Life" de Steve Wonder.
Participou de vários concursos de dança juntamente com sua irmã Regina e o sonho de poder assistir "Os Embalos de Sábado À Noite" já que a idade não permitia.
Foi a partir daí que começou o interesse em colecionar discos e fugindo da sua origem disco/funk/soul começa a pesquisar desde Scooty Moore à Jimmy Page. Foi então convidado para ser o vocalista da banda de hard rock "Kaballah" sendo influenciado por Iron Maiden e Thin Lizzy e tocava Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC entre outros.
Após esta fase começou a tocar blues/rock até que descobriu Jeff Back e voltou ao berço da música negra.
A partir daí escreveu em fanzine sobre musica negra, foi dublê de DJ e chegou a organizar juntamente com sua amiga Lisiane, a semana de soul e funk no MIS (Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro).


Ed Motta + Jade da Rocha


O encontro com o "Comprido" (Luiz Fernando, guitarrista do Conexão Japeri) fez surgir esta união de banda e o lançamento do seu primeiro disco. Foi então que nasceu a necessidade de seguir a carreira solo e lançou o segundo disco "Um contrato com Deus."

Ed Motta foi morar em Nova York e gravou um disco Eddie Gomez, Bernard Purdie e Chuck Rayney do qual nunca saiu e como ele mesmo cita; talvez nunca saia. Em Nova York, descobriu a música erudita de Grieg, Fauré, Cesar Frank, Debussy e outros nas bibliotecas públicas da cidade.

Nos EUA foi quando surgiu a 1ª composição inspirada na "música popular brasileira de harmonia rica" (mpbhr). O tema "Crescente Fértil", que 3 anos depois teve a honra de uma parceria com o gênio Aldir Blanc e incluí-la em seu disco de 50 anos.

Ed Motta conta que:
"Me lembro que liguei para o Guinga e toquei pelo telefone para ele, meu grande mestre. Na volta para o Brasil me esqueci que o tipo de mpb que queria fazer não era muito "viável" e fiquei pelo menos um ano paralizado por isso. "Paralizado numas" fiz a trilha do Pequeno Dicionário Amoroso e vários shows pelo Brasil e EUA, Buenos Aires, Roma e Paris. E compondo muito, aliás , compor para mim é como respirar. Paralizado no sentido de registro em disco.
Apesar de ser brasileiro se a questão é ritmo eu e uma grande parte da minha geração fomos expostos muito mais ao pop norte-americano e inglês inicialmente. Aí pensei: posso fazer uma coisa popular de nível, sofisticação, cuidado, etc mas que remetesse a minha irônica "raiz" inicial : o soul/funk norte-americano. Então iniciei a idéia de Manual Prático Para Festas, Bailes e Afins Vol.I . Foi com prazer saudosista que realizei este disco. A todo momento me lembrava do Conexão e Contrato Com Deus e toda noite quando voltava para casa ouvia mus discos de vinil de soul/funk e os de reggae também, que até então não ouvia mais.Aliás um hábito que tenho nos dias livres, escutar, limpar e botar novos plásticos de proteção para os antigos vinis, adoro! São meus cachorros que não latem..."

*Informações obtidas da Biografia de Ed Motta


-Jade Da Rocha 

Tuesday, March 14, 2006

I believe...






 











I believe in the sun;
the moon

I believe in the stars;
the rain

I believe in the ocean;
the mountains

On top of all...
I believe in love!!!
 

-Jade da Rocha

Thursday, December 1, 2005

A Fronteira - O filme by Jade da Rocha

A Fronteira - O filme

By Jade da Rocha
Posted Wednesday, November 23, 2005
O Diretor de Cinema Roberto Carminati, 28 anos, é hoje considerado a maior promessa do cinema brasileiro com o lançamento a nível internacional do filme “A Fronteira”.Em entrevista exclusiva a coluna PLUS, Jaci Carminati, pai de Roberto Carminati e Produtor Executivo do filme “A Fronteira”, nos conta os detalhes desta façanha que mostra a realidade na vida dos imigrantes brasileiros que nas últimas décadas se transformou em um “mercado negro” de passagem entre México e Canadá, no qual na maioria das vezes correm risco de vida na tentativa de viver nos Estados Unidos.....

PLUS - Como surgiu a idéia do filme “A Fronteira”?
Jaci Carminati - Tudo começou através da idéia para a tese de mestrado em Mídia/Cinema/ TV do Roberto na Emerson College de Boston. A partir daí começou uma pesquisa juntamente com o ator Márcio Rosário em torno do assunto tão polêmico tanto no Brasil como nos Estados Unidos, e sentiu a necessidade de retratar esta dor, esta força e garra de vontade de vencer em terras estrangeiras, e os problemas que são gerados desde a travessia eté a tentativa de legalização perante a imigração, e foi dentro destes parâmetros que Roberto Carminati construiu a base do filme, que é uma mistura de ficção e histórias reais.

PLUS – Vocês contaram com algum apoio ou patrocínio?
Jaci Carminati – É uma produção independente e pudemos contar com o apoio da Emerson College de Boston,o qual cedeu os equipamentos, e no Brasil pudemos contar com o apoio da Eletrobrás para a masterização do som.

PLUS – Qual foi o valor do investimento?
Jaci Carminati – Tivemos um corte significante em gastos pelo fato de contarmos com o apoio da Emerson College e da Eletrobrás, e conseguimos fechar em torno de $140.000,00

PLUS – Parte do filme foi filmado na Fronteira do México; foram quantos dias de filmagem na fronteira?
Jaci Carminati – A montagem começou no final de 2001. No começo de 2002 começaram a filmagem na fronteira em El Passo, num total de 26 dias


PLUS – Quantos atores filmaram na fronteira naquele período, e quantos figurantes atuaram no filme?
Jaci Carminati – Foram 60 atores na fronteira, sendo o total, no filme em torno de 100 figurantes.

PLUS – E a Trilha Sonora?
Jaci Carminati – A Trilha Sonora ficou nas mãos do carioca Zeca Barros, que é formado em Música pela Berkeley University (EUA).

PLUS - A Marina Elali, que é hoje considerada uma das melhores cantoras do Brasil, tem participação especial no filme...
Jaci Carminati – A Marina Elali é a essência musical, com sua doce voz... e também uma das aquisições chaves do filme, o qual conta com interpretação e composição da estrela que participou do programa FAMA, e do último capítulo da novela América, interpretando música do Rei Roberto Carlos, tema da personagem “Sol” ( Déborah Secco). Foi também a estrela do evento promovido pelo Banco Real em São Paulo, e a música "Você " é uma das músicas mais tocadas no Brasil. Ela acabou de lançar o CD “ Marina Elali ”.
 
PLUS – Além da Marina Elali, o ator Gilberto Torres é uma das principais estrelas do filme...
Jaci Carminati – O Gilberto Torres faz o papel de Mauricio, que trabalha com marketing no Brasil, e pelo fato de estar desempregado, se vê pressionado a cruzar a fronteira do México na esperança de um futuro melhor, ao lado da esposa e filha que já residiam nos Estados Unidos. Ele também teve participação na novela “Terra Nostra”, entre outras...

PLUS – O filme é em português com legenda em inglês?
Jaci Carminati – Sim. Não foi nada fácil, e as próximas impressões (do DVD) terão a opção em Espanhol. Acrescentando que o filme também conta com atores americanos.

PLUS– Jaci, o que mudou na sua vida por ser Produtor Executivo do filme “A Fronteira”?
Jaci Carminati – (risos) Está me fazendo viajar muito, e com isto conhecer lugares e pessoas diferentes. O filme já se encontra nas principais locadoras de vídeo dos Estados Unidos, e em praticamente todas as cidades onde se encontram brasileiros, você pode adqüirir o DVD “A Fronteira”. Contamos hoje com 6 distribuidoras que cobrem os Estados Unidos, e agora começa a etapa de lançamento no Brasil. O Filme, que é de excelente qualidade, é produzido pela Sony.
 
PLUS – O Diretor Roberto Carminati chegou a fazer parte da novela “América”?
Jaci Carminati - O Roberto trabalhou nos dois primeiros meses da novela “América”, na equipe do Jaime Monjardim, e foi uma das bases da novela pela sua experiência.

PLUS– “A Fronteira” ganhou vários prêmios...
Jaci Carminati - O primeiro foi recebido em 2003, em New York, no Madison Square Garden, durante o “Latin USA Film Festival”. O segundo foi o prêmio “Best Cultural Film”, entregue pela “Amazon Factory”, durante o “NY Brazil Film Festival”. O filme também acabou de ser selecionado no “Goldie Film Award” entre os 10 melhores filmes culturais estrangeiros pelo “Cine Vue” de Nova York.

PLUS– Qual a mensagem, em sua opinião, que o filme tenta passar aos brasileiros?
Jaci Carminati – Serve como uma alerta aos imigrantes que vêm aos Estados Unidos através da fronteira, e os perigos que enfrentam. Muitas pessoas realmente arriscam suas vidas em busca do sonho de viver na América. Será que vale a pena?
PLUS– Ouvi dizer que há um novo projeto rodando?
Jaci Carminati – É verdade sim (risos) Márcio Rosário, que é formado pela Actor’s Studio nos Estados Unidos, e pela American Film Institute, já começou as filmagens de “Segurança Nacional” de Roberto Carminati e Daniel Ortiz; longa-metragem que aborda a questão da soberania brasileira, e o procedimento do governo brasileiro em relação às fronteiras do país.
Já conta com o apoio do Ministério da Aeronáutica, incluindo o avião presidencial nas filmagens, sendo que pela primeira vez na história o presidente brasileiro será um presidente negro, interpretado pelo consagrado Milton Gonçalves. Também estão no elenco atriz Cristiane Torlone , Thiago Lacerda, Leonardo Carvalho, entre outros.
PLUS – A PLUS parabeniza a equipe do Filme “A Fronteira”, que já é sucesso consagrado a nível internacional, pela garra de realizar uma produção independente, e festeja juntamente com todo o planeta o êxito desta produção. Antecipamos também parabenizações antecipadas pelo certo sucesso de “Segurança Nacional”.
A hora é agora!
Jaci Carminati – Muito obrigado.

By Jade da Rocha

Sinopse

O roteiro do filme “A Fronteira” foi baseado em dados reais e na experiência de vários brasileiros que se aventuraram a entrar nos Estados Unidos pela fronteira com o México. O filme, que mistura realidade e ficção, conta a história de Maurício, um profissional de marketing, que desempregado, parte para os Estados Unidos se arriscando pela fronteira com o México, no intuito de encontrar sua mulher e filha que já vivem naquele país.
Submetendo-se a um esquema sub-humano de uma organização especializada no tráfico de imigrantes, a vida de Maurício se cruza com a de outros brasileiros entre elas a de Paulo e sua família que, desiludido com o Brasil, tenta a travessia na ilusão de ter mais oportunidades.
Depois de passarem por privações, violência de todos os tipos e constrangimentos, Maurício e um grupo de brasileiros consegue, finalmente, chegar aos Estados Unidos. Inicia-se, aqui, outra história; a luta pela sobrevivência num país que utiliza mão de obra especializada no subemprego. As chances de sobrevivência de forma digna se tornam mais complicadas por dívidas pré-adquiridas com os coiotes e pela exploração de outros brasileiros, também envolvidos nos esquemas de tráfico de imigrantes.
Fluente em inglês, Maurício logo encontra oportunidade de emprego no comércio local, onde conhece o dono de uma construtora que o convida a mudar de emprego. Sem os documentos necessários, Maurício se utiliza dos serviços de uma brasileira especializada na confecção de documentos falsos. Surge à oportunidade que muda a vida de Maurício e lhe confere estabilidade e meios de sustentar sua família. No entanto, a personagem continua a se questionar sobre as vantagens e desvantagens dos riscos corridos e da “mudança” de vida.
Com uma formação mais modesta e sem o domínio do inglês, a história de Paulo e sua família corre em paralelo a de Maurício, apresentando maiores dificuldades e traumas, iniciados já na travessia. Maria, mulher de Paulo, é estuprada na presença do filho, pelos coiotes que realizavam a travessia de seu grupo pela fronteira. Este fato abala a relação de Paulo com sua esposa e cria fortes traumas no filho do casal. Além disso, Paulo se vê envolvido em dívidas com os coiotes, a quem não consegue pagar e sofre ameaças de espancamento e morte. Paulo e sua família são deportados para o Brasil e Maurício, separado de sua esposa, questiona a vida nos Estados Unidos.
O fio condutor da história é a máfia que movimenta milhões de dólares no tráfico e exploração ilegal de material humano. No “A Fronteira” esse esquema é revelado, em detalhes, aos expectadores, muitos deles ainda sonham em cruzar a fronteira.
O DVD pode ser adquirido em lojas brasileiras, ou online no seguinte endereço: http://www.afronteira.com/portugues/sinopse.php

*Artigo publicado por duas vezes consecutivas na Revista Mundo em Estilo ,  no Blog da Maria Elali e Jade Reflections

Para ler o artigo em outras publicações, clicar nos links abaixo:


http://marinaelali.15.forumer.com/a/o-sucesso-do-filme-quota-fronteiraquot_post67.html

Friday, November 18, 2005

Soulmate


You are my other half
  The one I have given my heart
  It’s so pure....
  Rich with its pleasure
  Passion to please one another
  Reaching the highest heaven
 My heart beats fast, loud and yet,
  Reflecting our dreams and joy into
  Fullness shine.
  So much beauty, so delightful...
  In time I know you will never leave my sight
  Our love is like the gypsies;
  We could go with the seasons,
  Embracing our love

  Again and again!


-Jade da Rocha

Sunday, May 22, 2005

Ipanema Night no Gaúcho Rodízio by Jade da Rocha

Ipanema Night no Gaúcho Rodízio
By Jade da Rocha
Posted Sunday, May 22, 2005




LightHouse Point, 20 de maio, 2005 -
O Restaurante Gaúcho Rodízio preenche mais uma lacuna da cultura brasileira no Sul da Flóridacom o show "IPANEMA NIGHT" em festíssima para a imprensa, com rodízio completo para cerca de 200 convidados, regada a champanhe e muita carne......rsssssss
Sob a direção artística do coreógrafo Roberto Dias e direção musical de Ramatis, o Grupo Skindô dá um show de bola no palco do salão nobre do Gaúcho Rodízio, acompanhado da voz magnífica de Rose Max que dá um toque de magia quando interpreta Garota de Ipanema e Carmen Miranda. Você tem a certeza de ter o Brasil representado em forma musical e cultural com show de lambada, samba, capoeira com o famoso "Toco" no pandeiro.
Top de linha o Show "Ipanema Night" todas as sextas feiras no Gaúcho Rodízio. Imperdível!!!!!!






*Artigo publicado  na Revista Mundo Em Estilo onde assino a coluna PLUS e Jade Reflections

Wednesday, January 12, 2005

Underground


 
I would care to be in love this winter but,
It aint happen....
Other things is going on
No one cares
I became lost and find myself again
Found again....
Beautiful...so much beauty
Indescribable.....desirable
Reliance in my dreams, rejoice
I would care to have you by my side,
You don't know....
I would care to be in love this winter but,
It aint happen....
Until summer!

-Jade da Rocha